segunda-feira, 16 de maio de 2011

guia rápidoBlack Sabbath mais emoção é fórmula do sucesso do Restart, diz Pe Lanza

Os integrantes do Restart rebateram as críticas disparadas pelo baterista do Angra e Shaman, Ricardo Confessori, publicadas nesta terça-feira (10), no odiario.com - leia as declarações. Ao escutar a definição dada pelo baterista, de que "Restart não é rock. É banda infantil", o grupo saiu em sua própria defesa. "Restart é rock sim, pô!", afirmou Tomas, dono das baquetas da banda emo, em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (11), no Hotel Deville, em Maringá.
Responsável pela outra guitarra, Pe Lu também rechaçou a crítica do Angra, ícone do heavy metal brasileiro. "Gostamos de críticas construtivas, mas, muitas vezes, recebemos comentários de pessoas que nem conhecem o nosso trabalho. Respeitamos o Angra e o Shaman, mas não é o que costumamos escutar", disse. O vocalista Pe Lanza ficou surpreso com a avaliação negativa de Ricardo Confessori. "O nosso técnico de som também trabalha com Angra", lembrou.
De acordo com a declaração de Ricardo Confessori, ele não proibiria seu filho de escutar as músicas da banda emo. "Mas, se ele só escutasse Restart, acharia muito estranho", contou o integrante do Angra. Quanto à posição paternal do baterista, Pe Lu concordou imediatamente. "Nós também escutamos todos os tipos de música. Eu, por exemplo, estudei guitarra popular, toquei Tom Jobim. Seria ruim, realmente, se uma pessoa escutasse apenas as nossas músicas", reconhece.
A relação dos emos com o heavy metal é mais íntima do que supõe a vã filosofia. De acordo com o vocalista Pe Lanza, a fórmula do sucesso do Restart está em unir o heavy metal clássico a boas doses de sentimentos.
"A gente escuta Black Sabbath e, em seguida, coloca a nossa emoção nas músicas", contou.
Para o vocalista do Restart, o conceito de rock vai além das guitarras distorcidas. "Para tocar rock, não tem que ser mau. Não é preciso ter pegada forte. Rock é emoção", defendeu.
Filme
Sobre o filme da banda, que nem começou a ser rodado, mas deve chegar às telonas em 2012, o Restart está pra lá de animado. Segundo os músicos, o roteiro está pronto e o diretor será o publicitário Denis Kamioka - que nunca rodou um longa-metragem em sua trajetória. Mesmo com a inexperiência do publicitário, que apenas assinou a direção de curtas e propagandas, o Restart acredita que o filme será um sucesso.
"Nosso diretor é um cara que já trabalhou com empresas multinacionais, ele é muito bom. Tenho certeza de que será um sucesso. Ele é um baita cineasta". A produção do filme ainda contará, na produção, com Heitor Dhalia, que assinou a direção de "O Cheiro do Ralo".
pe360graus
Calças, camisas, tênis e até óculos, tudo muito colorido. O Restart, grupo que batizou estilo happy rock e cujo figurino foi completamente adotado por seus fãs, com acessórios que vão da cabeça aos pés, fez a festa dos teens recifenses, na noite do último sábado (14), com show no Chevrollet Hall.

Enquanto os quatro meninos não entravam no palco, a banda Caravana do Delírio tentava fazer seu show, mas, em meio a tantos gritos pelo Restart, era difícil conseguir terminar uma música. Com o público impaciente, a banda também se impacientou e o vocalista perguntou se eles já tinham se masturbado. A reação foi imediata: indignados com a pergunta, crianças e adolescente começaram a jogar latas de refrigerantes e garrafas de água mineral contra a banda.

A reportagem do pe360graus aproveitou para dar uma volta e observar o estilo da garotada.  As calças e os tênis coloridos – às vezes até com um pé de cada cor – estavam em todos os lugares, sem esquecer os óculos coloridos também.  É fato: a Restartmania chegou para ficar, pelo menos para essa geração.

Perto da entrada do camarim do Restart, um movimento intenso chamava a atenção. O segurança informou que os fãs estavam desesperados pela pulseirinha azul, acessório que dava passagem ao camarim. Quem conseguia entrar lá saia aos prantos: Renato Alves, 13 anos, foi um dos sortudos que conseguiu ficar bem de perto dos ídolos. Mariana (foto 3), 12 anos, chorava por não ter conseguido a tal façanha.

O tempo se passava e o público ficava cada vez mais ansioso. Mas, às 19h45, Pe Lanza, Pe Lu, Koba e Thominhas entraram finalmente no palco. Houve quem levasse um banquinho para poder enxergar melhor a banda. O Restart começou a cantar em meio a gritos, choros e desmaios. Muitos pais, tios e padrinhos que estavam ali com seus filhos, sobrinhos e afilhados certamente devem ter pensado que as gerações mudam, mas o efeito que esses grupos exercem entre seus fãs são semelhantes – lembram da antiga Menudomania?

O show seguiu com músicas como Pra Você Lembrar, Recomeçar e Breve História, que foram acompanhas do início ao fim pelos fãs. O Restart também prestou uma homenagem ao rei do pop, Michael Jackson, fazendo uma versão de Billie Jean e com direito até ao famoso moonwalker. A cada instante que passava e o show se aproximava do fim, os fãs se espremiam mais e mais no limitador, para poder ficar o mais perto possível do palco e dos meninos.

A noite foi mesmo inesquecível para uma garota. Em meio a tantas outras, ela foi escolhida por um dos componentes da banda, Pe Lu, para subir ao palco e vê-lo cantar olhando em seus olhos. Ela não sentiu falta da pulseirinha azul e, em volta, o que se ouvia era “Ah, que inveja...”.  Bem adolescente, como público e banda fazem questão de ser.